terça-feira, 26 de agosto de 2014

Redes Sociais e seu papel no desenvolvimento científico

Desde o início dos tempos, a reunião entre indivíduos em grupos com mesmo interesses sejam eles sociais, de trabalho, religiosos dentre outros existiu. No entanto  com o avanço da rede de informações atrelada ao uso da internet, houve a criação de diversos grupos de relacionamento virtual, que posteriormente foram chamados “redes sociais”, com uma grande diferença, encontros que eram feitos presencialmente, hoje são mediados pelo acesso a internet, podendo um individuo estar fisicamente distante dos outro membros desse grupo.
Hoje existem redes sociais, de relacionamentos, comércios eletrônicos e até mesmo para o desenvolvimento científico.
A definição de redes sociais apresentada por Marteleto (2001) contempla a idéia
de compartilhamento de valores e interesses que, para promover o fortalecimento da rede, dependem do compartilhamento da informação e do conhecimento.
No que tange o desenvolvimento científico, escopo principal desse trabalho, existem grupos de discussão bastante interessantes nos quais, os pesquisadores compartilham desenvolvimentos, técnicas, artigos científicos de forma gratuita e informações colaborativas, fato esse corroborado por Lemos (1999)  que afirma que a formação de redes é o formato organizacional mais adequado para promover o aprendizado intensivo para a geração de conhecimento e inovações.
Em suma, o uso das redes sociais, tem se desenvolvido de forma muito rápida na sociedade, tornando assim, uma grande aliada no desenvolvimento técnico científico e social entre pessoas de todas as esferas sociais, profissionais e acadêmicas.

       

LEMOS, Cristina. Inovação na era do conhecimento. In: LASTRES,Helena M. M.; ALBAGLI, Sarita (Org.). Informação e globalização na era do conhecimento . Rio de Janeiro: Campus, 1999. cap. 5, p. 122-144

MARTELETO, Regina Maria. Análise de redes sociais: aplicação nos estudos de transferência da informação. Ciência da Informação. Brasília, v. 30, n. 1, p. 71-81, jan./abr. 2001
           
   

   
Treinamento de Tutores - Uso Educacional da Internet
Plínio de Oliveira Fassio

Web 2.0 no Ensino Superior

A Internet começou a funcionar, incipientemente, nos finais dos anos 60. Com a introdução do navegador Mosaic, em 1993, começou uma nova fase de navegação na rede, a que agora muitos denominam de Web 1.0. Embora este modelo de utilização tenha atingido o seu pico em menos de 10 anos, ele será seguramente recordado como um ponto de viragem na história da sociedade e da comunicação humana.
A tecnologia em que a Web 1.0 se baseia é ao mesmo tempo “tradicional” e revolucionária: por um lado, tira proveito do modelo da imprensa escrita usado há Séculos, por outro permite distribuir conteúdos a custos muitíssimo baixos, ou mesmo nulos.
O termo “Web 2.0” usa-se para descrever uma nova fase da rede eletrônica mundial, em que os produtores de software dispõem das ferramentas para criar sítios Web que têm a mesma aparência e o mesmo comportamento dos programas que tradicionalmente corriam nos computadores pessoais. A própria Web passou a ser a plataforma que oferece os serviços e os programas.
As ferramentas Web 2.0, para além da visibilidade social que têm tido desde há anos, estão a ser alvo de muita atenção nos meios ligados ao Ensino e à Educação (Alexander, 2006). A utilização deste tipo de tecnologias tem permitido a construção de novos espaços de construção de conhecimentos, e tem permitido alargar o tempo em que as aprendizagens podem ocorrer.
A utilização das tecnologias de Web 2.0 no Ensino Superior pode servir para promover a autonomia dos alunos, as suas capacidades para trabalharem de forma colaborativa e a eficácia pedagógica do processo de ensino-aprendizagem. Mas a simples utilização de novas tecnologias em atividades de sala de aula tradicionais não produz, por si só, resultados positivos na aprendizagem dos alunos, sendo necessário adaptar as práticas educativas às potencialidades oferecidas pelas novas ferramentas, criando novas dinâmicas de interação social e de colaboração. É nossa convição que às ferramentas inovadoras que emergem no momento, tem de necessariamente se associar também estratégias inovadoras no processo de ensino-aprendizagem: só dessa forma, se poderá estar à altura dos desafios que a Educação no Ensino Superior para a Geração Net exige.
Em relação à evolução tecnológica, a visão de Web 2.0, enquanto conceito e  atitude que se desenvolvem nas idéias de colaboração entre os sujeitos, oferece condições adequadas para o desenvolvimento de uma proposta de ensino-aprendizagem que poderá atender plenamente as demandas da Sociedade do Conhecimento. Nesse contexto, é necessário que o perfil do trabalho do conhecimento leve em consideração o desenvolvimento de competências que envolvem autonomia na aprendizagem, disciplina, criatividade, capacidade de se adaptar à mudança, colaboração, manejo das TIC, etc. Portanto, os recursos e serviços apresentados e disponibilizados pela web 2.0 podem ser aplicados como ferramentas de apoio para a viabilização de um ambiente  ergonômico de ensino-aprendizagem informatizado e preparado para acompanhar e corresponder às demandas e expectativas das gerações em formação e nos diversos ambientes educacionais.

Referência
Simões, L.; Gouveia, L. Geração Net, Web 2.0 e ensino superior, in Freitas, E. e Tuna, S. (Orgs.) (2009). Novos Média, Novas Gerações, Novas Formas de Comunicar. Edição especial Cadernos de Estudos mediáticos, n. 6. Edições Universidade Fernando Pessoa, pp 21-32. Disponível em: <http://homepage.ufp.pt/~lmbg/com/ls_cem6_09.pdf>. Acesso 24 de agosto de 2014.

Pereira, M. A. F; Ferreira L. P. S.; NTIC E EDUCAÇÃO: WEB 2.0 - 2o. Simpósio de Comunicação e Comunicação. Disponível em: < http://ww3.unit.br/simposiodeeducacao/files/2011/08/texto_max-e-lucaas.pdf >. Acesso 24 de agosto de 2014.

Atividade Final de Treinamento de Tutores/ras


Tutores/ras, durante o treinamento ficou ratificado que os trabalhos desenvolvidos devam ser postados até o dia 28/08/2014.

O papel do Gadget no blog

Conforme foi dito no treinamento, os gadgets são muito importantes na interface do blog porque eles possibilitam a qualquer usuário sem o mínimo de conhecimento de programação, incluir novos elementos à página do blog. O próprio Blogger já traz alguns para serem inseridos. Além disso, outras vantagens dos gadgets no blog, é a possibilidade de integrar este as redes sociais como Twitter e Facebook. Na matéria Os 10 melhores gadgets para um blog é possível, também encontrar gadgets interessantes para seu blog. Leia a notícia e veja qual deles lhe trará mais benefícios.

Aplicativos

Tutores/ras utilizem este espaço para trocar conhecimentos sobre os principais aplicativos utilizados durante esta especialização. Afinal há sempre algum recurso que você sabe a mais e que pode ser socializado com todos para construção do nosso conhecimento.

Mas não se esqueçam, o propósito dos aplicativos nesse curso deve ser o meio para melhorar o processo ensino aprendizagem dos alunos. Assim, cada configuração definida está inserida num contexto maior que deve envolver uma política de uso educacional.