quinta-feira, 28 de agosto de 2014

WebQuest




Você sabe o que é WebQuest?


De acordo com o Prof. Bernie Dodge, da Universidade Estadual de San Diego (EUA), e criador desse conceito, WebQuest é “uma técnica de ensino baseada na Internet” (DODGE, 2006). Nas palavras de Rocha (2007, p.4), WebQuest é “uma metodologia voltada a reformular a maneira como os professores e alunos interagem com a informação”.

Segundo essa metodologia, os próprios alunos realizam pesquisas na internet sobre determinado assunto, a partir de orientações dadas pelo professor, sendo possível, inclusive, incluir videoconferências como fontes de informação para a realização da tarefa proposta.

Uma WebQuest é composta de uma página na Web, elaborada pelo professor, contendo a apresentação de uma determinada atividade que deve ser realizada a partir de um conteúdo trabalhado na sala de aula, cujo objetivo principal é o de “aproximar o assunto da realidade do aluno”, levando-se em consideração que “a pesquisa é orientada com base em websites previamente selecionados pelo professor (mas não somente neles) e desenvolvida com base em roteiros elaborados pelo professor tendo como intenção conduzir o aluno ao processo de construção do conhecimento” (ROCHA, 2007, p.60).

A WebQuest, portanto, “pretende ser uma metodologia que engaje alunos e professores no uso da Internet voltado para o processo educacional, estimulando a pesquisa, o pensamento crítico, o desenvolvimento de professores e a produção de materiais” (DODGE, 1995, p. 3, apud ROCHA, 2007, p.60).

Ao realizar várias atividades de pesquisa, partindo de conteúdo originado na internet, os alunos aprendem de forma significativa, construindo novos conhecimentos.

As WebQuests podem ser realizadas com alunos de todas as idades, desde a educação básica, até o ensino superior, sendo consideradas ferramentas de autoria, com uma série de ganhos para a aprendizagem, tais como: autonomia, autoconhecimento, auto-avaliação, formação da consciência crítica, só pra citar algumas.



Como o professor pode utilizar essa ferramenta em sala de aula?


Para que o professor possa incentivar os seus alunos a realizar pesquisas direcionadas na internet, construindo conhecimento de forma significativa, utilizando essa proposta de ensino, é preciso seguir alguns passos (descritos por DODGE, 2006):

1. Introdução: Apresente para o aluno o tema da pesquisa, oferecendo informações sobre o assunto;

2. Tarefa: Proponha uma atividade que gere interesse e seja possível de se realizar dentro do prazo combinado;

3. Processos: Descreva, de forma clara, cada um dos passos que os alunos devem seguir a fim de realizar a tarefa proposta de forma adequada;

4. Recursos: Reúna fontes com informações relacionadas com a pesquisa, e apresente-as aos alunos, para que estes possam realizar a tarefa solicitada. Uma vez que você explicita as formas e locais de busca de informações, os alunos não ficam navegando à toa, sem direcionamento, na internet. Além disso, oriente os alunos sobre como organizar as informações que estão apreendendo. Isso pode ser feito por meio da elaboração de esquemas, como o uso de mapas mentais, ou pelo preenchimento de planilhas ou diagramas;

5. Avaliação: Apresente critérios claros de correção e pontuação da atividade proposta. Explique o que você espera dos alunos e como fará a atribuição de notas;

6. Conclusão: Dê um fechamento para a atividade, concluindo-a de forma a explicitar o conhecimento recém-adquirido pela realização da tarefa proposta, e a auxiliar os alunos a generalizarem esse aprendizado para outras áreas.

7. Créditos: Cite as fontes consultadas para a formulação da WebQuest, e deixe um agradecimento às pessoas/instituições que colaboraram com você nesse trabalho.



Clique nos links abaixo para você ter acesso a modelos de WebQuests:


WebQuest Insetos

WebQuest Frequência Cardíaca



Quais os objetivos pedagógicos no uso das WebQuests e o que não devemos pretender com elas?


É preciso esclarecer que o objetivo da utilização das WebQuests como metodologia de aprendizado não é a cópia de conteúdo pesquisado na internet, a realização de resumos, ou o mero repasse de informações (ROCHA, 2007). As WebQuests devem ser aplicadas com a finalidade de lançar os alunos “a explorar o conteúdo de forma verdadeiramente ativa, questionando, sugerindo, formulando hipóteses e principalmente produzindo e reconstruindo o seu próprio conhecimento com base no conteúdo inicialmente coletado” (ROCHA, 2007, p. xiii).

E você já faz uso das WebQuests na sua prática pedagógica? Quer saber mais sobre a elaboração e usos das WebQuests? Deixe seu comentário abaixo, e continue acompanhando nossas próximas postagens…

Até logo!

Cibele Cecconi Sousa-Sousa




Referências Bibliográficas


DODGE, B. Webquest: uma técnica para aprendizagem na rede internet. Tradução de Jarbas Novelino Barato. 2006. 4 p. Título original: WebQuests: A Technique for Internet – Based Learning. Disponível em: <http://www.dm.ufscar.br/~jpiton/downloads/artigo_webquest_original_1996_ptbr.pdf>. Acesso em 24 ago. 2014.

MEC-Seed. Recursos da internet para a educação: WebQuest. Brasília, DF: Ministério da Educação. Secretaria de Educação a Distância. Disponível em: <http://webeduc.mec.gov.br/webquest/>. Acesso em 26 fev. 2014.

ROCHA, L. R. A concepção de pesquisa no cotidiano escolar: possibilidades de utilização da metodologia webquest na educação pela pesquisa. 2007. 214 f. Dissertação (Mestrado em Educação) - Setor de Educação, Programa de Pós-Graduação em Educação, Universidade Federal do Paraná, Curitiba, 2007. Disponível em: <http://dspace.c3sl.ufpr.br:8080/dspace/handle/1884/10182>. Acesso em 24 ago. 2014.

TEIXEIRA, J. WebQuest: possibilitando espaços de autoria em pesquisa interativa. 2012. 58 f. trabalho de Conclusão de Curso - Centro Interdisciplinar de Novas Tecnologias na Educação, Curso de Especialização em Mídias na Educação, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2012. Disponível em: <http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/95755/000914787.pdf?sequence=1>. Acesso em 24 ago. 2014.




Hipertexto e Hipermídia

BREVES CONSIDERAÇÕES SOBRE HIPERTEXTO E HIPERMIDIA


Em tempos digitais a escrita possui formatos diversificados e avançados. Os textos escritos assumem múltiplos significados e características próprias. Ela não se atém apenas nos códigos escritos, mas possui uma fusão dos meios comunicacionais. A escrita virtual se compõe de recursos diversos que contribui para o desenvolvimento da autonomia do leitor. A leitura no ambiente digital se caracteriza pela conexão de textos variados, bem como de outros elementos como recursos áudio visuais, imagens, gráficos etc.

O termo hipertexto designa uma forma não linear de apresentar a informação textual, a partir de links em imagens ou palavras-chave. Um hipertexto pode conter, além do texto alfabético tradicional, sons, imagens (estáticas ou dinâmicas), animações, gráficos, programas etc, recebendo, nesse caso, o nome de hipermídia.
Disponível em: http://www.latec.ufrj.br/hipertexto/index.php/artigos-tecnicos/126-hipertexto.html

O hipertexto redefine a relação entre o texto e o leitor. Este último não age como sujeito passivo diante do texto, mas torna-se um leitor ativo na medida em que intervém na informação e faz sua pesquisa de tal modo que não há regularidade textual característicos dos textos tradicionais.


“Hipermídia é uma extensão do conceito de hipertexto, visando incluir informação não necessariamente textual, tais como as representações imagéticas, animação, vídeo e som.” (Suely Fragoso)
“É uma forma de apresentação não-linear e heterogênea de informação, o que a torna mais flexível na representação de conteúdo didático. Na educação sue uso é de fundamental importância dado seu uso cada vez maior na Internet; em breve, a rede mundial de computadores será, possivelmente, o meio mais importante, pelo qual a educação à distância, alcançará professores e alunos, em especial no que se refere à educação continuada de profissionais residentes longe dos grandes centros urbanos.” Disponível em: Joni A. Amorim / Carlos Machado / Mauro S. Miskulin / Rosana G. S. Misculin


O hipertexto e a hipermídia favorecem a interação do leitor com o conteúdo e apresenta este nos diversos formatos. Os links presentes no hipertexto atribuem sentido à leitura proporcionando ao leitor ir além do texto principal. Da mesma forma, a hipermídia com os estímulos diversos possibilita a construção de um caminho específico na apreensão do texto. Estes recursos tornam a atividade de leitura uma relação dialógica na qual o leitor infere e interfere no processo de assimilação e aprendizagem.

Uso de Marcadores

Olá tutores/ras,

Estou observando que as postagens (artigos) de vocês postados nesse blog, não possuem marcadores.

Note que o primeiro marcador que vcê deve incluir é palavra atividades, para que a sua postagem apareça no nemu Atividades. As outras palavras chaves usadas como marcadores devem vir em seguida, conforme dito no treinamento elas servem para facilitar a busca de informação no blog.

Qualquer dúvida é so comunicar!

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Chat



Chat  é um termo em inglês que pode ser traduzido como “bate-papo” (conversa). 

É uma ferramenta de comunicação síncrona, ou seja, em tempo real, que possibilita que diversos usuários utilizem, simultaneamente, o mesmo canal para conversar online. Cada participante digita um argumento que, ao ser enviado, é visto pelos demais. 

Os chats podem ser divididos em salas temáticas e conduzidos por um moderador ou podem ser combinados em grupos distintos que precisem conversar sobre determinado assunto. Há algumas especificidades permitidas, como o envio de mensagem privada a alguém selecionado dentre os demais integrantes. 

Quando, num chat, é possível visualizar e ouvir a pessoa com quem se comunica, através de uma webcam (câmera) e um microfone, é chamado de videochat, ou videoconferência. 

O chat é uma das muitas ferramentas interacionais que podem ser utilizadas a serviço da educação. Segundo Geraldini (2005) “o uso do chat educacional se constitui num instrumento útil para apropriação de novas formas de organizar e administrar os relacionamentos interpessoais e nos apropriarmos de novos modos de interação social em um ambiente voltado à construção conjunta do conhecimento”. 

O chat educacional possibilita que o professor observe, na discussão, o fluxo comunicativo e a apropriação de conteúdo pelos alunos, que, por sua vez, constroem conhecimento na interação com as escritas/enunciados dos colegas. 

Referências 

Chat. In Infopédia. Porto: Porto Editora, 2003-2014. Disponível em http://www.infopedia.pt/$chat , acesso em 24/08/14. 

Conceito de chat. Disponível em http://conceito.de/chat , acesso em 24/08/14. 

GERALDINI, Alexandra Fogli Serpa. Chat Educacional: Que espaço é esse? In Signum: Estud. Ling., n. 8/1, p. 39-70. Londrina: 2005.

O que significa WIKI?

WIKI


Wiki é um termo havaiano que significa "rapidamente", muito utilizado como uma ferramenta educativa na internet pois permite a edição colaborativa de arquivos online (Shih, Tseng, & Yang, 2008). Essa ferramenta está disponível em sites de compartilhamento de arquivos e plataformas online, como por exemplo o Moodle. O Wikipedia também é uma plataforma que utiliza essa ferramenta colaborativa de edição de textos, talvez uma das mais conhecidas e acessadas atualmente (Biasutti & EL-Deghaidy, 2012), facilitando ainda, processos de revisão de literatura de textos.
Segundo Shih et al. (2008) algumas características particulares são atribuídas ao uso dessa ferramenta, como sua rapidez, simplicidade, conveniência, manutenção e fonte aberta. Essa última atribuição se refere ao livre acesso que os autores envolvidos tem para criar, editar e excluir textos e fontes utilizadas na elaboração de um arquivo.
A utilização dessa ferramenta em projetos em grupo ainda instiga a criatividade, interação e desenvolvimento de ideias até a finalização do projeto (COLE & FOSTER, 2008). Wheeler et. al (2008) em seu estudo analisando relatos positivos e negativos de estudantes de gradução relatam a eficiência da WIKI como ferramenta de trabalho.
Considerando a facilidade e interatividade dessa ferramenta nos conteúdos online, a WIKI vem ganhando seu espaço em várias plataformas, principalmente em cursos de educação a distância, pois além de sua praticidade, ela permite que cada usuário envolvido em uma tarefa colaborativa visualize o histórico de ações (edições), facilitando assim, visualizar quem contribuiu e com o quê contribuiu para a elaboração do trabalho coletivo.
Referências Bibliográficas
Biasutti, M; & EL-Deghaidy, H. Using Wiki in teacher education: Impact on knowledge management processes and student satisfaction. Computers & Education (2012), 59, p. 861–872.


Cole, J., & Foster, H. Using moodle (2nd ed.). Sebastopol, CA: O’Reilly Community Press (2008).
Shih, W.C.; Tseng, S.S.; & Yang, C.T. Wiki-based rapid prototyping for teaching-material design in e-learning grids. Computers & Education (2008), 51(3), p. 1037–1057.
Wheeler, S., Yeomans, P., & Wheeler, D. The good, the bad and the wiki: evaluating student generated content for collaborative learning. British Journal of Educational Technology (2008), 39(6), p. 987–995.

Blog sobre Diálogo entre as religioes para a paz mundial

Esse blog é sobre minhas pesquisas para minha dissertação de mestrado em Ciências da Religião.
Dê uma olhada, tem diversos textos bem interessantes sobre como viver em paz a cada dia.

abraços

Kelly Alvim

http://kellyalvimcr.blogspot.com.br/

Os cuidados que devem ser tomados ao compartilhar um arquivo na web









Treinamento de Tutores - USO EDUCACIONAL DA INTERNET

Organização:Kelly ALvim
Revisores: Plinio de Oliveira Fássio
                JoséFrancisco Faria

Os cuidados que devem ser tomados ao compartilhar um arquivo na web

A reflexão acerc a da dicotomia entre o interesse público e o direito autoral remonta à discussão sobre a prevalência de princípios constitucionais.
Haveria como a legislação conjugar os interesses do autor da obra científica com os do interesse público?
O tema proposto, mas sua abordagem é pertinente às portas da reforma da legislação autoral brasileira. De um lado, tem-se o direito de acesso à educação e à cultura, previsto na Carta Maior em dois dispositivos: primeiramente, no artigo 205, que concebe a educação como um direito de todos, um dever do Estado e da família e, logo em seguida, no artigo 215, que declara que o Estado garantirá o acesso dos cidadãos à cultura. A seu lado, figura, ainda, o direito de acesso à informação, consignado no inciso XIV do artigo 5o da Constituição Federal. Tais garantias constitucionais consistem em limitadores dos direitos autorais. Nesse sentido, na dicção de
” o viés puramente individualista que marca as vertentes do direito autoral deve ser remodelado diante da realidade social e jurídica do Brasil a exigir que, sobretudo, os institutos privados atendam à funcionalidade social” Reis (2008, p.159)

Essa tensão justifica-se porque um único compartilhamento pela web pode ensejar muitos outros, em múltiplos formatos, como o impresso ou o reproduzido em diversos meios tecnológicos: pendrives, CD e Bluetooth. Os editores temem cair no ostracismo, considerando que, alheios a essa nova forma de disponibilização de conteúdo, estariam fora da cadeia produtiva.
O fato é que o compartilhamento das obras científicas no ambiente virtual, de forma coletiva ou, mesmo, peer-to-peer, gera uma tensão e exaspera muitos titulares de direitos autorais e doutrinadores, para quem a tutela jurídica das obras intelectuais na internet deve observar o rigor da Lei Autoral (Lei n.9.610, de 1998) vigente. É bom pontuar que a referida lei, no inciso I de seu artigo 46, permite a reprodução de pequenos trechos de um único exemplar de uma obra literária elicado estudos avançados 26 (75), 2012 309 ou científica para o uso privado do copista, desde que feita por ele próprio e sem visar lucro, inexigindo a autorização do titular dos direitos autorais.A mesma lei impede que uma coletividade, como a composta por uma universidade, por exemplo, usufrua dessa limitação ao direito autoral, o que parece incompatível com a dinâmica e a velocidade proporcionadas pela internet e impostas pela teia virtual em que seus usuários estão inseridos. Aliás, esse é o objetivo da rede mundial de computadores: o compartilhamento de dados, de informações, de ideias, tudo de forma interativa e dinâmica. Lemos (2005, p.36), Não há como voltar atrás na linha do tempo e negar o desenvolva fim de se manter forte e ágil, a cultura, necessariamente, precisa dialogar com outras formas culturais. Foi assim desde as culturas primitivas e esse modo de proceder perdura até a contemporaneidade, no que se chama de cibercultura.
imento tecnológico: a legislação exige, urgentemente, uma adaptação à complexidade do sistema social, que hoje está organizado na rede informacional, aos moldes dos Princípios Constitucionais do Estado Democrático de Direito que o norteia. No entanto, como restará demonstrado, a redação final da reforma da Lei Autoral pode estar conduzindo a um retrocesso no atinente às limitações de direitos de autor, na medida em que as diminuiu na construção do texto, após submissão à consulta pública, fato que destoa da intenção do legislador constitucional.
Inconcebível é negar a realidade social de que o compartilhamento coletivo – não só de obras científicas, mas também das de outra natureza – tem sido reiteradamente praticado pelos usuários da rede mundial de computadores. Se tal compartilhamento for realizado com finalidade didática, educacional, de forma individual ou coletiva, ainda que de texto integral, parece razoável que seja legalmente admitido. Mas, infelizmente, o texto final da reforma não contempla essa possibilidade. E a legislação, mais uma vez, já nasce em dissonância com a
necessidade social, dando as costas ao interesse público cujo norte nunca deveria deixar de mirar.
Aronne (2006, p.95) esclarece que é chegada a hora, ainda que tardia, do implemento ao direito da propriedade intelectual de uma nova base teórica sem vinculação com a clássica teoria do direito privado.



Bibliografia
docs.google.com/file/d/0B3ybYxSj2eQqYnNnNElvanNxd2M/edit >acessado dia 23/08/2014